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Encontro em Brasília apoia estados a planejarem a implementação do programa Juros por Educação

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Oficina Técnica reuniu pela primeira vez gestores e equipes de diferentes pastas estaduais para discutir implementação, monitoramento e planejamento do programa

Legenda: Sérgio Pedini, diretor de Articulação e Fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica da Setec/MEC, Ricardo Magalhães Dias Cardozo, diretor de Avaliação de Educação Profissional e Tecnológica (DAEPT) do Inep, Renata Penalva, diretora de Programa da Secretaria Executiva do MEC e Silvana Oliveira, superintendente do Itaú Educação e Trabalho

O Itaú Educação e Trabalho (IET) idealizou, planejou e cocriou, ao lado da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e da Secretaria Executiva do MEC e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a Oficina Técnica Juros por Educação, realizada nos dias 1º e 2 de setembro, em Brasília (DF). O encontro reuniu gestores de Educação Profissional e Tecnológica, conselheiros e equipes das áreas de Planejamento e Fazenda de 22 estados para discutir a implementação e o monitoramento do Programa Juros por Educação. A programação buscou oferecer orientações práticas para as equipes estaduais compreenderem e simularem os sistemas de planejamento e aferição e desenvolverem uma versão inicial do plano de aplicação para 2027, reforçando a intersetorialidade necessária à implementação da política com qualidade e equidade.

Representando o Itaú Educação e Trabalho, a superintendente Silvana Oliveira participou da mesa de abertura do evento, apresentando a parceria técnica com 18 estados brasileiros e pesquisas recentes, como “Juventudes e o Mundo do Trabalho” e “Juventudes Minorizadas”, que contribuem para ampliar a compreensão sobre a importância da Educação Profissional e Técnica no contexto atual da sociedade.

Também participaram da abertura Sérgio Pedini, diretor de Articulação e Fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica da Setec/MEC, Ricardo Magalhães Dias Cardozo, diretor de Avaliação de Educação Profissional e Tecnológica (DAEPT) do Inep e Renata Penalva, diretora de Programa Secretaria Executiva do MEC.

"A expansão da EPT que desejamos não se faz apenas aumentando o número de vagas. Ela exige qualidade, evidências, capacidade de implementação, articulação entre diferentes áreas de governo e conexão com as características e demandas de cada território," afirma Silvana Oliveira. "Quando cooperação federativa, conhecimento técnico e propósito comum se encontram, ampliamos nossa capacidade de transformar políticas públicas em oportunidades reais para as pessoas."

Em seguida, o painel “Articulação: Oferta e Demandas de EPT nos Territórios”, discutiu  como utilizar painéis de dados e ferramentas de análise de oferta e demanda para subsidiar o planejamento da expansão.  A coordenadora de Implementação do Itaú Educação e Trabalho, Érica Teruel, apresentou a publicação “Metodologia de Planejamento da Oferta de Educação Profissional e Tecnológica”’, elaborada pelo IET com a contribuição de gestores de sete estados. A publicação apresenta oito passos para apoiar a implementação da EPT com intersetorialidade e equidade. “A EPT é, por si só, uma política intersetorial. Se ela for pensada somente no âmbito da educação, não atingirá toda a sua potencialidade de inclusão produtiva,” afirmou Érica.

No segundo dia de evento, os participantes avançaram na elaboração prática dos Planos de Aplicação para 2027, a partir de dinâmicas em grupos e mesas de trabalho. As atividades abordaram temas como a articulação da oferta de EPT às demandas dos territórios, infraestrutura e compras, permanência, acesso e êxito, condições da oferta, parcerias e profissionais da educação, além de governança, monitoramento e prestação de contas. A dinâmica também permitiu que os estados compartilhassem experiências e considerassem suas diferentes realidades locais na construção dos planos, tendo como referência as dimensões apresentadas para uma aplicação do programa com qualidade e equidade.