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“É uma formação que prepara o aluno para o mundo do trabalho”

Novos retratos da EPT

Aluna de curso técnico de Rádio, TV e Internet encontra na comunicação seu projeto de vida por meio das atividades práticas da escola

A formação técnica tem transformado a trajetória de jovens em todo o país ao unir ensino acadêmico e preparo para o mundo do trabalho. É nesse contexto que se insere a história de Geovanna Estephanny, estudante da Escola Técnica Estadual (ETE) Nelson Barbalho, em Caruaru (PE). Quando prestou a prova para conseguir ser matriculada, Geovanna não imaginava que seria aprovada. Hoje, aos 18 anos, cursando o técnico em Rádio, TV e Internet (RTVI), ela comemora: “É o curso em que eu devo estar”.

Após três anos de formação, a estudante destaca a integração entre os conteúdos das bases comum e técnica como um dos principais diferenciais da experiência. Segundo ela, os professores articulam os aprendizados das diferentes áreas em sala de aula, e dá como exemplo um trabalho da disciplina de história, desenvolvido no formato de podcast. “Tem gente que acha que, ao entrar em uma escola técnica, vai aprender apenas o conteúdo do curso. Na verdade, precisamos aprender diferentes áreas do conhecimento e ampliar nossos horizontes”, afirma.

A parte favorita de Geovanna nos estudos é a prática, quando tem a oportunidade de desenvolver projetos como a gravação de programas para a TV da cidade e para a rádio escolar, além de participar de  iniciativas internas e externas. A escola também conta com uma produtora própria, que abre anualmente um edital para seleção de estudantes interessados em participar dos projetos. 

“É uma formação que prepara o aluno, desde cedo, para o mundo do trabalho”, conta Geovanna, ao relembrar sua experiência na produtora durante o segundo ano do Ensino Médio. Ela também ressalta a importância da estrutura da escola disponível aos estudantes, com equipamentos profissionais, como câmeras, microfones, cartões de memória e computadores.

Grande parte da equipe de docentes do curso é formada por jornalistas da própria cidade, responsáveis pela gestão dos projetos e da produtora em conjunto com os estudantes. “Foram eles os responsáveis por me tirar da caixinha. Mudaram a minha vida, porque, além da educação e das responsabilidades, abriram portas para o meio jornalístico”, conclui ela, contando que encontrou sua paixão na área de comunicação. 

(Depoimento dado à equipe do Itaú Educação e Trabalho em outubro de 2024)

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