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Cursos técnicos como porta de entrada dos jovens para a carreira pública

Capacitação

Atuação como servidores públicos, por concursos ou editais, pode garantir empregabilidade e estabilidade salarial

O Brasil tem hoje entre 11 e 12 milhões de servidores públicos no total, considerando-se todas as esferas (municipal, estadual e federal), segundo as estimativas oficiais  mais recentes. Mais da metade deles encontra-se atuando em prefeituras municipais, sobretudo nas áreas de saúde e educação.

O trabalho como servidor público pode funcionar como uma porta de entrada para jovens estudantes ou recém-formados no ensino médio e como uma chance de uma carreira pública de longo prazo, que proporciona empregabilidade e estabilidade salarial.

Os cursos técnicos, nesse cenário, colaboram para uma formação que proporciona às juventudes uma inclusão profissional digna, por meio de editais ou de concursos públicos. No Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT), há dezenas de cursos técnicos compatíveis com a carreira pública, especialmente em áreas operacionais, administrativas, de infraestrutura e tecnologia, que existem na maioria dos órgãos públicos.

O técnico em administração permite, por exemplo, atuar como assistente administrativo em universidades, prefeituras, autarquias, tribunais, entre outros órgãos públicos, assim como o técnico em recursos humanos possibilita trabalhar como técnico de RH em departamento pessoal e na gestão de pessoas em diversos órgãos.

A área da saúde é bastante favorável porque tem alta demanda no país e conta com concursos frequentes. O técnico em enfermagem, curso mais ofertado nacionalmente, permite a atuação no Sistema Único de Saúde (SUS), em hospitais públicos, UPAs e secretarias de saúde. Outros cursos da área da saúde que podem gerar contratações em municípios ou estados são: técnico em análises clínicas, técnico em farmácia, técnico em radiologia, técnico em saúde bucal, técnico em agente comunitário de saúde e técnico em vigilância em saúde.

Os técnicos em informática, redes de computadores e desenvolvimento de sistemas têm como vantagem o fato do servidor poder atuar transversalmente em diferentes órgãos públicos, sendo demandado por prefeituras, universidades, tribunais, entre outros.

Em muitos concursos públicos, o que vale é o nível médio técnico específico, enquanto em outros basta o nível médio, independentemente do curso técnico no qual o candidato se formou. Para áreas como saúde, obras, tecnologia e segurança do trabalho, ter o técnico específico é um diferencial importante.

Nos anos recentes, algumas redes estaduais de educação que estão ampliando seus próprios programas de aprendizagem têm empregado jovens em órgãos públicos (Justiça, Polícia Civil, secretarias etc.), por meio da cota alternativa, que é quando a empresa contratante dos aprendizes não consegue recebê-los presencialmente por diferentes motivos (falta de espaço, ambiente perigoso ou insalubre, atividade incompatível com o aprendiz etc.). Esta prática garante um primeiro contato do jovem com o serviço público, como já acontece nos estados do Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Bahia e Minas Gerais.